Zika Vírus: Sintomas e Prevenção

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Muitos problemas tem assolado a população brasileira ultimamente, principalmente no quesito saúde de crescimento populacional. Um dos principais motivos de preocupação de todos os brasileiros atualmente é o Zika Vírus. Esta infecção já fez inúmeras vítimas em nosso país e todo o cuidado é necessário para que possamos eliminar de vez este malefício.

Este vírus foi identificado pela primeira vez no ano de 1947, em macacos que habitavam a Floresta Zika, na Uganda. O vírus chegou aos seres humanos em 1954 na Nigéria e no Brasil, os primeiros casos relatados são de abril de 2015, por estudos realizados por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O QUE É O ZIKA VÍRUS?

O Zika Vírus é uma doença viral aguda que se alastra por meio do mosquito Aedes Aegypti, o mesmo animal que transmite o vírus da dengue e o chikungunya. Porém, o Zika é um vírus pouco menos prejudicial do que a dengue.

COMO É FEITA A TRANSMISSÃO?

Por conta de este vírus ser transmitido pelo mosquito Aedes, o Zika Vírus ocorre da mesma maneira do que a dengue. O mosquito que está infectado (quando pica alguém ou um anima infectado) realiza a procriação, deixando os ovos também infectados. A fêmea do mosquito deposita seus ovos em um local que há depósito de água parada e as larvas ali permanecem por uma semana, após saírem de seus ovos. Neste curto período de tempo, as larvas se desenvolvem em 48 horas, se transformam em mosquitos adultos e, assim como outros mosquitos, picam os humanos e transmitem o vírus. Esta espécie de mosquito vive em torno de 45 dias e a sua procriação é rápida. Após uma pessoa ser picada pelo mosquito, os sintomas começam a serem sentidos de 3 a 12 dias.

O mosquito Aedes se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais, raramente com temperaturas abaixo de 16°, mede menos de um centímetro e possuem coloração preta ou marrom, com listras no corpo e nas pernas. O embrião suporta altas temperaturas e sobrevive até um ano de seca, se transportados ou armazenados em recipientes com água parada. As fêmeas do mosquito picam pois necessitam de sangue, fundamental para seu sustento, por possuírem proteínas que desenvolvem os ovos. Este mosquito costuma atacar pela manhã e no final da tarde, em qualquer ambiente propício. O indivíduo picado não apresenta nenhuma reação momentânea (coceiras ou ardências), sendo geralmente picado nos pés e pernas por conta de o mosquito não conseguir alçar voo acima de 2 metros.

Ainda não há comprovação de transmissão do Zika Vírus nos seguintes casos: de mãe para o feto, por relações sexuais, transfusão sanguínea ou secreções (saliva, urina e leite materno). Os estudos ainda estão sendo realizados para entender como o vírus se propaga.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A pessoa infectada porta dos mesmos sintomas do vírus da dengue: febre média para alta (entre 37°e 38,5°), dores musculares e nas articulações, dores de cabeça e atrás dos olhos, erupções cutâneas que são acompanhadas de coceiras, conjuntivite, dores abdominais, diarreia, fotofobia, constipação e pequenas úlceras na boca.

QUAL É O TRATAMENTO CONTRA O ZIKA VÍRUS?

Uma pessoa que apresenta os sintomas acima referidos deve procurar um especialista, que irá diagnosticar o caso por meio de coleta de sangue e análises clínicas. Assim que confirmado o caso, o paciente irá receber uma listagem de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios para aliviarem os sintomas que o vírus proporciona ao infectado.

Ainda não há vacina ou tratamento específico para o combate deste vírus, por isso o paciente deve buscar um especialista e tratar os sintomas segundo recomendações médicas. Como também não há relatos de complicações por conta deste vírus, porém a microcefalia e a Síndrome de Guillan-Barré estão sendo investigadas pelo Ministério da Saúde.

QUAL É A PREVENÇÃO?

A prevenção do Zika Vírus gira em torno do extermínio do mosquito Aedes Aegypti. Para evitar que o mosquito se procrie e se alastre, deve ser evitado o acúmulo de água parada em recipientes, piscinas e demais; depositar areia em vasos de planta e similares que necessitam de água intermitentemente; limpar calhas para evitar o acúmulo de água da chuva; proteger as janelas e portas com telas, para evitar a entrada do mosquito em ambientes fechados; realizar manutenções em piscinas, tanques e lagos caseiros, evitar o acúmulo de lixo e utilizar de repelentes.

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