O que pode ser quando as plaquetas estão muito baixas?

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O que são as plaquetas?

Chamamos de plaquetas as células do sangue que tem participação no processo de coagulação sanguínea, que interrompe o sangramento. Produzidas na medula óssea, essas células podem estar em níveis normais ou não, e quando não estão podem ser um alerta para algumas doenças. Normalmente o médico solicita exames para saber se estão em níveis normais buscando identificar problemas de coagulação sanguínea, ou identificar doenças que podem ter causado a diminuição.

Com exames de sangue, pode-se ter acesso a uma contagem da quantidade de plaquetas no sangue, e ao ser relatado que há uma queda nas plaquetas, a um nível inferior a 150.000/mm³, chamamos de plaquetopenia. Isso pode ser causado por muitas razões, que serão listadas a seguir.


Causas da plaquetopenia

Algumas doenças causadoras da diminuição da produção das plaquetas na medula ósseas, como aplasia medular, fibrose, infiltração de células malignas, como câncer visceral ou hematológico - linfomas e leucemias, por exemplo - e quimioterapias. Para o diagnóstico correto, é feita a biopsia da medula óssea.

Aumento da destruição plaquetária, que pode ser causado por próteses cardíacas, coagulação intravascular disseminada, síndrome hemolítico-urêmica, vasculites, púrpura trombocitopênica (que podem causar trombos), além de próteses vasculares e a presença de vasos anormais.

Doenças com aumento de baço em que há sequestro e destruição das plaquetas, como a doença de Gaucher, linfomas e leucemias, infiltração de células tumorais no baço e hipertensão portal. Esta última pode acontecer em casos de trombose da veia porta, esquistossomose e cirrose hepática.

Doenças infecciosas, como a septicemia grave, febre amarela, leptospirose, febre maculosa, hepatite C, AIDS e dengue, por exemplo.

Doenças imunológicas, como em casos de lúpus eritematoso sistêmico, doenças reumatológicas, púrpura trombocitopênica imunológica, casos em que há uma destruição das plaquetas no sangue.

Efeito colateral de medicamentos, como heparina, sais de ouro, alfa-metildopa, anticonvulsivantes, hipnóticos, sedativos que podem destruir as plaquetas, e fármacos mielossupressores, estrogênios e diuréticos tiazídicos, que induzem uma queda na produção dessas plaquetas na medula óssea.


Sintomas de plaquetas baixas

Os sintomas vão variar de acordo com o quão baixos estão os níveis de plaquetas no sangue. Os sintomas mais comuns, entretanto, são pequenos pontinhos avermelhados no corpo, sangramento menstrual abundante, sangramento pelo nariz, sangramento com maior intensidade ao ocorrer um ferimento, sangramento na urina e nas fezes, sangramentos pelas gengivas, entre outros.

Somente com exames complementares pode-se identificar a causa das plaquetas baixas, e o diagnóstico só poderá ser feito com um médico especialista ou clínico geral, que solicitará esses exames para encaminhar para a área correta da medicina para que seja feito o tratamento correto.


Níveis normais

É considerado normal o nível de plaquetas no sangue de um indivíduo adulto, quando entre 150 mil a 350 mil por microlitro de sangue. Isso, é claro, pode sofrer alterações de acordo com o método usado pelo laboratório de análises clínicas para que a contagem das plaquetas seja feita. Normalmente os exames contam com valores de referência ao lado ou abaixo do resultado.

Algumas variações, entretanto, são consideradas normais, por isso é importante investigar a evolução dessa contagem em um determinado período de tempo, repetindo os exames. Quando for persistente, a contagem baixa das plaquetas deve ser investigada por um hematologista ou um clínico geral.

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