Falta de Ar: Causas e Tratamentos

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A falta de ar, também denominada de dispneia (geralmente um termo médico), é caracterizada por diversas sensações diferentes, como: respiração curta, dificuldade para respirar, dificuldade para preencher o pulmão de ar, sensação de aperto no peito, dificuldade de expirar o ar, dentre outras. Nestes casos, os indivíduos também podem sentir falta de ar ao realizar certas atividades físicas, tarefas do cotidiano (como subir escadas), por condições psicológicas e neurológicas, doenças diversas e mais fatores.

O ato de respirar consiste em: inspiração, quando o ar entra pelas narinas e se direciona aos pulmões por um movimento realizado pelo diafragma, que se contrai e facilita o preenchimento dos pulmões com o ar; e a expiração, quando o diafragma se distende e expulsa o ar para fora. Os pulmões tem capacidade para 4 a 6 litros de ar, dependendo de cada pessoa, e 0,5 litros do ar é renovado nos pulmões a cada inspiração.

Quando o indivíduo apresenta dificuldades na respiração em qualquer dos casos, deve buscar um auxílio médico para detectar as causas do problema e um possível diagnóstico. Dentre todas as complicações, o coração pode estar comprometido, já que trabalha em parceria com os pulmões para o bom funcionamento do organismo. Por isso, prestar atenção em todos os sinais é fundamental.


Confira as possíveis causas:

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (IC): A insuficiência cardíaca pode ser aguda ou crônica. Na IC aguda, alguns problemas cardíacos graves estão relacionados (como o infarto). No caso da IC crônica, o indivíduo pode até necessitar de um transplante cardíaco por conta do trabalho realizado pelo coração ser redobrado, e podendo se sobrecarregar. Além de outros sintomas, como dores no peito ou inchaços, a insuficiência cardíaca é caracterizada pela falta de ar e deve ser tratada rapidamente por um médico especialista.

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA (IR): A insuficiência respiratória pode ocorrer de três formas: IR crônica, quando o indivíduo é acometido por doenças pulmonares, doenças genéticas, infecções pulmonares e mais, como também ocorre em fumantes ou em pessoas expostas a sujeiras e poeiras constantemente; a IR pulmonar é uma insuficiência não infecciosa, que pode se instalar em asma, bronquite e outras alergias; a IR aguda é causada por bactérias ou vírus presentes na circulação, como a pneumonia. Febre, tosse e lesão nos pulmões são sinais de insuficiência respiratória, assim como a falta de ar.

EMBOLIA PULMONAR: A embolia pulmonar e causada por um coágulo nas veias da perna ou da pélvis que se solta e se encaminha para uma das artérias do pulmão que podem, além de outros sintomas, ocasionar a falta de ar.

CÂNCER: O câncer de pulmão é o segundo tipo de tumor maligno que mais afeta as pessoas, sendo que em 90% dos casos é devido ao tabagismo. O câncer, de uma maneira geral, é caracterizado por um crescimento fora de ordem de algumas células que invadem os tecidos e se direcionam para os vasos sanguíneos, atingindo outros órgãos. O câncer de pulmão pode se apresentar em quatro tipos: o carcinoma epidermoide, de pequenas ou grandes células e adernocarcinoma. Em todos estes casos, os sintomas são representados por tosse, escarro com sangue, infecções pulmonares e falta de ar.

OUTRAS CAUSAS: Arritmia cardíaca, obesidade mórbida, traumas diversos, anemia, defeitos ósseos, gravidez, problemas com ansiedade, intoxicações, ferimentos no tórax, derrame pleural, sangramentos súbitos, causas musculares (provocadas por outras doenças que deixam o indivíduo enfraquecido), baixo condicionamento físico e muito mais.

Para cada tipo específico de falta de ar, um cuidado especializado é indicado, podendo ser por medicamentos, transfusão de sangue, diuréticos, dentre outros. Como também:

- Em alguns casos, o indivíduo deve aprender técnicas de respiração para controlar os acessos de falta de ar que se acometem repentinamente.

- Melhorar o condicionamento físico, com a prática de esportes mais leves para conseguir melhor resistência e o organismo trabalhe melhor a sua respiração.

- Controlar a sua respiração e evitar prendê-la, para que este hábito não possa te prejudicar futuramente.

- Consulte o seu médico e realize exames periódicos para verificar a sua saúde.

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