Explicando a Microcefalia

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O Brasil está enfrentando momentos muito peculiares no quesito saúde dos habitantes. Além de problemas enfrentados com os famosos vírus da gripe, como o H1N1, e a dengue, outro problema que está aterrorizando grande parte dos brasileiros é a microcefalia. Dados estatísticos realizados pelo Ministério da Saúde revelam que, no período de outubro de 2015 a abril de 2016, já foram constatados mais de 7.015 casos suspeitos de microcefalia em todo o território nacional, deixando a população em estado de emergência em saúde pública no país e propagando cuidados especiais para evitar a contaminação.

A microcefalia é uma rara condição humana, em que o bebê é formado com o tamanho do crânio menor do que o normal, não crescendo suficientemente durante e após o nascimento e que afeta o desenvolvimento neurológico da criança. Esta condição pode ser diagnosticada logo no inicio da gestação, por meio de exames regulares durante os meses de geração do bebê. O médico especialista (pediatra, neurologista ou clínico geral) poderá realizar exames de sangue, tomografia computadorizada e ressonância magnética na criança para o diagnóstico, além de medir o perímetro da cabeça do recém-nascido com uma fita métrica (sendo esta medida igual ou menor e 32 cm para crianças nascidas aos nove meses, resultando em sinal positivo para microcefalia). Se acaso a mãe percebe que o bebê possui uma circunferência da cabeça menor comparados aos outros bebês, esta deve alertar o seu médico o quanto antes.

São variados os fatores que podem levar uma criança a portar a microcefalia. Dentre eles, está o abuso de drogas e álcool pela mãe durante a gestação do bebê, podendo levar também a diversas outras doenças e problemas; a utilização de medicamentos sem as devidas recomendações médicas e que podem prejudicar a formação do feto, infecções que a mãe adquire no período de gestação, como a toxoplasmose e rubéola, podendo também ser afetadas por doenças genéticas (como a Síndrome de Down e de Seckel) Dados de novembro de 2015, do Ministério da Saúde, relatam que há relação do Zika Vírus com a microcefalia, comprovando que a transmissão da condição também pode ser feita. O Zika Vírus é transmitido pela picada do mosquito da dengue (Aedes Aegypti), que deixa o infectado com febre alta, manchas na pele, inflamações, dores musculares, coriza, náuseas, vômitos, fadiga e muito mais.

Para que a mãe possa prevenir o seu bebê ainda no ventre de um possível caso de microcefalia, ela deve realizar os exames regularmente obrigatórios durante a gestação, além de acompanhamento médico pré-natal e demais históricos clínicos. A mãe também deve evitar o contato com pessoas portadoras de infecções ou febres, que podem atrapalhar o desenvolvimento do feto. Sobre os casos de microcefalia por conta do Zika Vírus, a mãe deve adotar medidas especiais em todos os estágios da gravidez, como a limpeza e eliminação de água parada da casa e redondezas (evitando, assim, a proliferação do mosquito), a utilização de repelentes específicos para esta finalidade, a utilização de roupas claras ou brancas (de preferência) e telas anti-mosquitos nas janelas e portas da residência.

O bebê que nasce com esta condição tende a desenvolver distorções faciais e nanismo, hiperatividade, epilepsia, alterações neurológicas, problemas neurológicos, psíquicos e motores, dentre outros. Ainda não há relatos de tratamentos específicos para a microcefalia. Por estar em fase de estudos e constatações, a condição ainda não pode ser revertida e fazer com que a criança restabeleça um tamanho normal de cabeça. Para o caso de uma criança nascer com esta condição, é aconselhável que a mãe realize sessões de terapia ocupacional, fisioterapia e outros tratamentos para o bebê desenvolver as suas habilidades com os devidos cuidados específicos. A mãe e toda a família devem manter a calma e paciência com os cuidados, para que o bebê possa receber o melhor tratamento possível e possa melhor desenvolver as suas habilidades.

A microcefalia é um caso inédito no Brasil, tendo os primeiros relatos em 2015, ainda em fase de análise para a cura e melhores maneiras de prevenção. A região Norte do País é a mais afetada por esta condição, porém ainda não há informações explicativas sobre este dado. Pela grande quantidade de casos, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional.

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