Atrito diplomático entre Brasil e Indonésia

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Brasil e Indonésia vivem um momento de atrito diplomático por causa da execução por fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado por tráfico de drogas no país estrangeiro. A presidente brasileira, Dilma Rousseff, chegou a enviar pedidos de clemência ao governo da Indonésia, mas foi ignorada pelas autoridades do país.

Diante disso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil encaminhou ao embaixador da Indonésia, Toto Riyanto, uma nota de repúdio pela morte do brasileiro. Antes do ocorrido, Brasil e Indonésia tinham boas relações de amizade e cooperação. Contudo, a situação dificultou o diálogo entre os dois países.

Em 2014, Brasil e Indonésia firmaram acordos de comércio de cerca de US$ 4 bilhões e desenvolveram parcerias na área de defesa, com a venda de aviões super-tucanos e lançadores de foguetes. Também estavam em vigor memorandos de entendimento nas áreas de energia, agricultura, etanol, educação e erradicação da pobreza.

Por causa da morte do brasileiro, a presidente Dilma adiou o recebimento da documentação que credenciaria o embaixador da Indonésia, Toto Riyanto, para trabalhar no Brasil. A atitude da presidente brasileira desagradou o chefe de estado indonésio, Joko Widodo.

Com isso, a Indonésia passou a reconsiderar a compra de 16 aviões militares da Embraer, além de lança-foguetes brasileiros. O caso gerou uma grande tensão entre os países e ainda pode resultar em embargos e mais problemas de relacionamento e cooperação.

Outro brasileiro também aguarda a data de sua execução na Indonésia. Rodrigo Gularte, também condenado à morte por tráfico, está com a pena capital decretada para 2015, mas o Brasil ainda tenta extraditá-lo para evitar a execução.

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